Ausências de sempre.

                                 Ao som de Nina Becker - Lá e Cá.
"Minhas palavrinhas sentimentais
somem e fogem de mim."


Amanda Mabel


















Num gosto amargo eu decido continuar,
prosseguir e arriscar, buscar.
Ontem eu passei por essa ponte e o rio
estava completamente seco, sem gotas de um água.
Depois que eu à atravessei por  baixo corria tudo
o que pedia pra se passar.
Hoje não posso mais, não passa.
Meu rio secou.
Ou foi amor de mais ou quem abandonou?
Simplesmente puro e são.
Sinto-me em paz, a paz que traz dor.
Quero uma gota de tempestade em meus cachos
e uma dose de solução-amor em minha alma.
Peço, não rezo mais, perdi a plenitude divina que habitava em mim
e tornei-me essa criatura que há aqui em teus olhos.
Passará tempos em tempos e eu nada direi,
não ouvirei e nem se quer tentarei olhar.
Darei meu tempo aos grãos de areia do meu mundo
e pacientemente ninarei a mim, a ti, a nós.
Alimentar a ela (esperança) não quero,
quero o que há de verdade.
Eu bem sei que era a hora, passava da hora e se
não fosse por você seria por mim o feito.
Feito duas luvas, feito duas luas, nunca juntas, sempre não.
Vou esquecer as palavras, as canções e as ventanias.
Passou um dia e passará de novo.
Espero não morrer aqui só, ainda o quero sim,
mas ei de deixar esse querer morrer,
não por meu querer, mas pelo o teu.
Que o tempo passe,
que eu morra de solidão-amor,
mas estarei eu aqui, menina crescida.

"Tua vontade vai de contra a minha.
Só lhe agradeço os ensinamentos."

3 comentários:

Guará Matos disse...

Sempre o amor...
Bjs.

Luana Almeida disse...

Primeiro traz alegria... depois dores. =/

Flores!

Brunno Lopez disse...

É bom constatar vezes que não sou o único a pensar que uma gota de tempestade nos cachos pode mudar um pouco qualquer estação que esteja em vigência.

Sublime.