Existiu, Catarina.

Suicidar é sessar a dor.

Marta


















-Catarina, pegue suas coisas e vamos entrar. Esta esfriando. 
O balanço continuava no seu movimento constante e ritmado. Podia ser ouvido o vento, o balançar, as folhas, o jardim. Ela continuou ali fora, esperando o tal frio, queria sentir, queria saber como era ter o frio por perto, sua mãe nunca a permitiu. Mas agora não tem mais sua mãe e por  não te-la decidiu sentir o tão sonhado sonho do momento, atirou-se mar adentro naquela noite de natal. Sua família sempre foi maldita em tradições e limites. 

2 comentários:

Isadora Peres disse...

As vezes só se acaba. Sem um porque triste. Talvez um excesso de melancolia. Um sonho que se busca e não se volta pra contar como foi...

Adorei, Lu! Beijos, flor.

Suzi C.L. disse...

Olha,já dizia um psicólogo conhecido que, os suicidas,na verdade,querem viver! Eu nunca achei que se matar fosse uma alternativa válida para fazer cessar a dor. Sério.
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