Dor oculta.


Amalia


















Prefiro morrer calada aos montes de minhas dores. 
Mas não confesso que te amo, que desejo tua presença.
Já nos fizemos mal o suficiente e agora chega. 
Lhe escrevi uma vez, outra e mais outra. 
Mandei mensagens pra tua alma, mas parece que não ouves.
É melhor tu seguir com essa tua dona do que alimentar-se de mim,
dos meus medos, dos sonhos, das minhas vontades de ser dois.
Não magoa o que já foi todo teu, não parte ao meio o que já lhe cuidou,
pare de mostrar a mim tua nova razão de ser feliz no mundo. 
Estou feliz por que tu estas bem, feliz, de amores, novos amores.
E por mim, é minha hora de cuidar de tudo aqui que me compõem.
A solidão não tem sido tão ruim, ela é o medicamento de que eu preciso,
e os dias de esforço e trabalho tem me ajudado a esquecer o penar da alma.
A vida seguiu, eu não parei, nem posso. Morro de amores, sim. 
Mas mato todos os dias, porque no outro dia vem mais... eu continuo. 


Eu e a menina de lá, 
mesma dor.


Um comentário:

Patricia Thomaz disse...

E quem vai entender o amor? Se mesmo assim com tanta dor, ainda queremos sentir. Se mesmo não o tendo , mas sentindo muito, ainda o queremos e depois não. Acho que a dor de amor, as vezes é necessária pois nos traduz. Mesmo tendo que matar assim aos pouquinhos.
beijinhos