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Novo ar.

Ao som de Arnaldo Antunes
Não é liberdade, torna-se paz.

Debbie


















E depois de sonhos e desejos infantis ou juvenis,
contando as horas e os segundos de vida para que 
tudo torna-se meu real mundo de estar.
Haverá o que eu quis, o que sonhei.
E todo os dias repousar em mim e tornar-me
mais eu cheia de certezas e talvez incertezas.
Serei pó, serei grão, serei... será.
Que seja paz, como sinto e desejo ser.

De ar novo, feliz!

Sofia.

                                                              Ao som de Arnaldo Antunes

"No seu silêncio ela
encontrou a saída."

Sofie

























Vagando pelo mundo dentro de ti,
Sofia sabia bem que um dia poderia
acontecer tudo novamente.
Pegou a mala amarela de sua mãe
e começou a colocar peça por peça.
Seu vestido florido, suas meias lilás,
suas saias, as blusas que sua avó a
deu de presente, seus sapatos.
Foi até a cozinha olhou o relógio e notou
que já era o momento.
Preciso de calmaria.
Bebeu água e pensou que seria
a ultima vez que faria aquilo na casa
de seus pais.
Pegou uma maçã para comer no caminho
olhou novamente o relógio,
Duas e quarenta e cinco.
Não poderia ficar nem mais um minuto ali,
voltou ao quarto pegou a mala e foi em direção
ao terraço da casa.
É hora de partir!

Meu bem.

A casa é sua
Por que não chega agora?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora.

Senti, lembrei.
E tudo eu nem sonhei,
eu vivi ao lado teu,
vivemos tudo aquilo juntos.
Meios tontos de amor,
totalmente embriagados de desejo.
Era eu e você.
Era você e eu.
Cama, sofá, saia, café, laços,
tudo do nosso universo.
A gente criou, brigou, amou.
Lembrei de tudo e senti saudades da
tua cara, do teu gosto, do teu jeito,
teu cheiro, pele, de você.
Deixei a porta aberta pra você,
na verdade nunca a fechei desde que se foi.

PS: Nada de esperanças, mas espero ansiosa.