Mostrando postagens com marcador Loucuras.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Loucuras.. Mostrar todas as postagens

Casos acasos.


Gostos,
já provei diversos.
Jeitos,
já tive e perdi vários.
Bocas,
já beijei 621.
Dedos,
percorreram lugares de perigo.
Língua,
denunciou desejo.
Pés,
pisotearam desespero.
Mãos,
tocaram prazer.
Olhos,
mortos por falta de verdade.
Eu lhe digo vida.
Foi fácil deitar em tantas camas,
beber em tantas taças,
difícil é desprender-se dessa vida.

Presente teu.


Ponha tuas mãos sobre meu pecado,
mastigue minhas orelhas e cuspa segredos.
Deslize teu céu da boca em caráter meu 
e toque boca com palavrões.
Sinta o gole quente e retire daqui os erros
que preencheram, que ocuparam teu espaço.
Volte a minha caixa secreta e deposite teus
medos, minta para mim antes que eu morra.
Toque em fios de cabelos como cordões de
violas sagradas, toque pelos e provoque.
Dedique mordidas em pescoço,  
cumpra promessas aos passos.
Dê espaço e liberdade ao ser que há e
deixe que sinta teus olhos distantes
para morrer de saudades. 
Seja o presente e devore todo o passado,
para que o futuro seja surpresa eterna.
Presença tua no cangote meu. 

'do dia bom.

Ao dia lindo que se faz presente, 
ao "fim do mundo" que nos sorri.



A vida lhe sorri e ainda busca por outro sol.
O ar lhe agarra, o mar lhe encanta e você ainda 
quer cair nos braços de tais donas. Acorde!
O dia hoje é (sempre será) de amar, de ser, tentar, viver. 
Dengo já tens, ruas e ruas para teu caminho 
e vida, muita vida para ser viva. Dance!
Largue mãos rudes e braços curtos, 
seja todo seu e tudo o que quer ser.
Seja feliz!

Sua chegada... meu fim.

Trágico.
Ódio.
Remorso.
Magoas.
Morte.
Dor.
Fim.

                                                                                                            farmer'

A queda será desafio,
os muros serão grandiosos.
A boca repete e pede tempo,
contra pulso o pulso do ato.
Compreendo.
Água doce em mar,
o tinto sem manchas.
Absurdos de vida,
linhas desafinadas, opostas 
e caras, raras... r a r a s.
Disponho o modo,
regulo o ego e fere.
Momento exato de ser vão,
momento propicio de ser só pó.
Pó de gota, pó em dó. Só dó.
Gravidade lhe atinge 
e seu ser encontra-se na beira,
a margem do fim.
Esqueça!

                             Absurdo de abuso.                            

Ausente.


Um dia desses eu juro lhe dar atenção, mas é que hoje minha paciência
esgotou-se por tão pouco do oposto, dos modos antigos e passageiros.
Numa outra vida eu juro que vou ser melhor, serei eu a mocinha dos teus
sonhos, a menina do teu encanto, mas por enquanto deixe-me ser a coisa
mais absurda para você e mais divinamente eu para mim. 
Cansei! Parto e reparto, meu ato é meu e teu querer me mata por falta de 
ser o que queres. Teu querer é bem, é teu. Diferente do que me aguarda no céu.
Aquele mesmo céu de onde eu vim e caí em teus pés por acidente, erro de meu pai.
Poupe-me dos detalhes e deixa-me hoje. Paciência falta por hora. 

Da fragilidade obsessiva.

Obsessão é o que você deseja, algo ou alguém, e dependendo do grau pode ser perigoso pra si.
Arriscado mesmo é morrer com a boca desfalecida de vontade, sabendo que a morena passa e lhe acaba o juízo. 

Andrea Kaiser

E mais uma vez ele desejou seu corpo despido e em chamas de desejo, mas se estiver fria não faz mal algum, o sexo pra ele é bom em todas as ocasiões, corpos frios ou quentes matam seus desejos.
Pediu com delicadeza e negou-se a dar o que ele necessitava, a obsessão dele talvez não fosse pelo sexo e sim por você. Provou do veneno que nunca desejou e partiu o desejo de oral dele. 
Custava nada abaixar-se e humilhar o teu sexo diante do dele, ele pediu delicadamente. 
Ouviu? De-li-ca-da-men-te. 
Você foi cruel, ele educado. A culpa é sua por estar morta e marcada pelo sexo do homem que desejou, não você, mas a vontade insaciável do seu sexo frio ou quente, não importa. 

Mat'alma.

Sarah


























Seus olhos encontram-se em direção ao rio, o mesmo de seus sonhos.
E a canção insiste em lhe dizer que o caminho é longo, quase se ouve o longo.
Seus cabelos vivos de si e seus dentes desejando um pedaço de carne dos
animais que cercam seu movimento de luz, que lhe dizem o que ser.
Observa a cachoeira que despenca longe dali, sente o cheiro do peixe que lhe
pede ajuda e pouco d'água. Agoniza a hora de vida e bebe seu sangue a beira.
Nunca esperou-se, nunca soube como. Dona do talvez, madame do não.
Agora seus pés, encharcados de areia preta e minhocas que brincam em volta
dos dedos e sobe nas partes de seu corpo, ela torce.
Mergulha nas águas daquele rio, o mesmo que lhe falei e banha-se.
Primeiro teu corpo, olhos e alma. Assim ela vive em meio a sua mat'alma.

Verônica.

E foi a última vez em que vi Rodrigo, jogado ao chão, olhos fechados e boca sangrando.


Brooke Shaden


























No primeiro dia em que o vi era tudo muito bonito e simples, educado e seguro de si. Ele sempre aparentou ser um bom moço, não tardou para eu me apaixonar e o namorar, maldita hora, ou talvez não seja tão maldita, me valeu alguma coisa, aprendi a não confiar mais, ao menos em estranhos. 
Juntei meu espaço ao dele e num momento éramos dois em um, assim eu pensava que era e era. Nosso casamento foi lindo, minhas flores favoritas presentes, margaridas, sempre gostei e ele dizia que o cheiro que vinham delas era meu, elas roubavam de mim. O achava cada dia mais encantador e apaixonante. Nos aceitamos de sim à amor. Nossa noite de amor, sexo, foi claramente prazerosa e esquecível, hoje desejo esquecer, arrancar parte da memória e esquecer daquela noite, a última vez que o vi. Amor havia, mas ele quis provar amor por outra deusa e não era eu sua deusa do momento, mas seu bicho sacrificado. E eu lá sabia que Rodrigo era envolvido nessas coisas? Beijou-me, segurou meu pescoço, tentou me sufocar e eu gritando na parede da carne, fugindo das garras dele de segundo em segundo. Adiantou. Corri em direção a cozinha e peguei a primeira coisa que eu vi, o que provável poderia me defender. Fiz um corte leve em seu braço, mordi seu pescoço e num instante de defesa enfiei a faca em sua barriga, e eu quis? Ele me obrigou, mas tornou-se uma dança e eu fiquei encantada, loucamente com aquela faca na mão que mais parecia um pincel, fiz dele uma obra de arte. O homem que seria o pai de meus filhos agora caía aos meus pés e mentiu. Meus gritos conseguiram chamar alguém, porta abre-se, polícia. Presa por ser seu bicho quase sacrificado, presa por achar lindo os cortes no corpo de Rodrigo. Até hoje eu me pergunto quem era o mais apaixonado, ele com a ideia de sufoco ou eu com o dom da arte de matar?

Aja.

Pedir pra se ter paciência e morrer o desejo que se tem.
Cuida do que é teu, mate o que é d'outro.
Assim segue quem tem seu melhor de tempos.

Virginia

Mais e mais.

Encontrar o caminho de casa torna-se difícil.

以 

























Deixe que eu busque tuas roupas e leve somente
o que sente ao saber de mim.
Suba nas costas, cante boleros e beba do desejo
que ainda há em mim.
Perdeu-se!
Teu sangue hoje é feito pó, tua presença feito 
canção, toma e vai. Dança.
Querer que eu queira a ti, quero não. Só tuas coisas.

Loucura do ser.

Teu gesto e gosto ficou aqui.
E eu não tenho loucura ou coragem suficiente para matar tua presença.

Thiago Ramos 

















As ruas seguirão suas estradas até seu fim, mas eu seguirei sem o fim.
O que sustenta minha alma é mesmo e igual a ti, talvez seja.
O mar irá banhar e apanhar sombras de becos e mortos surgiram de terras
distantes, pra trazer um pouco mais de sal aqui na língua exangue.
Pobre, podre de mim. Poeta largado em colo de dona moça sumiu,
aquele de todas as manhãs em minhas caminhadas de acordar, despertar.
Levante-se! Assusta teu ódio e transforma teu tédio em casa, abrigo
de moradores de  lugar nenhum. Seja vivo ou morto, mas seja algo
que possa incomodar a vida de mariposas e os sonhos de cigarras.
Grilos não! Odeio grilos.
Que seja assim, como tem que ser, para toda vida.

Para Zita.

Ao som de Legião Urbana
Nem vem, nem olha. Teu segredo é subtrair.

Brooke Shaden

























Minhas veias de paciência andam secas por tua existência.
Meus olhos ardem só de lembrar que um dia passou aqui 
e eu, eu o quero distante, bem longe, no ódio eterno de um outro ser.
As imagens que me deixou um dia hoje as coloco porta fora de mim.
As canções que cantamos juntos, hoje não, não as quero mais.
Faz um favor, seja quem for, suma daqui, de mim.
Seus dentes sempre morderam minha alma, suas mãos sempre
arrancaram minha pele e hoje queres me convencer de que sempre
me quis bem, quis nada, quis sim, olhos, boca, alma, meu fim.
Ponha tua trouxa em outra pessoa, ponha tua boca em outro corpo,
no meu tu não tocas mais, o meu é meu, feito sal e mar, 
feito eu e entojo de você... morda.
Esqueça o caminho até mim, esqueça da preguiça de existir,
vá pra longe, vá ao fim.

Nada pessoal... talvez um dia.

PS: Título roubado do Ubráis. 

... fusão.

"De pouco em pouco encantou-me  
com tuas palavras."

Carolina Rodriguez

















Olha eu aqui, boba mais uma vez,
mas por um outro mundo.
Que há de errado em construir castelos de areia?
Eu lhe digo: mentiras.
Nasceu, cresceu, mas me deixa, me abandona
e esse meu mundo divino te busca e não te encontra.
Acabo embriagando-me em outros mundos e dividindo
meus pensamentos e desejos... sonhos.
Cuidado! Há perigo na rua.
Ando só, só de dó, só querendo as tuas palavras.
Já lhe dei tantas das minhas, custa nada me dar um pouco das suas.

É coisa que dá e passa... 
passa.

Repete.

"Toma tua água que é de lá."

Abraham González

























Segura aqui, pega bem na mão dele
que é pra tu não cair, sangra ou ferir.
Repeti assim: dengo, dengo. Vixe!
Sopra a boca e deixa a miséria acontecer, moleca.

Protocolo do amor.

Esse comunicado só caberá as meninas.
Meninos, por favor, retirem-se da sala.

the workroom

















1° Passo, vá ao primeiro encontro vestida de você.
2° Passo, seja sempre você quando o encontrar.
3° Passo, ouça tudo o que ele lhe diz.
4° Passo, enquanto ele fala pense nas tartarugas.
5° Passo, não permita que ele te deixe em casa.
6° Passo, nada de mãos dadas.
7° Passo, não dê nada para ele, inclusive o número do seu telefone.
8° Passo, não vá para o segundo encontro.
9° Passo, vá pra casa e durma, nada de pensar no encontro, pense nas tartarugas.
10° Passo, como diria minha morena, "não se apaixone por eles, deixe que eles se apaixonem por você".

Sigam sim, quem sentir-se bem para isso.

Desejo nosso.

"Teus movimentos raros
excitam minha pele."

Carolina Rodriguez Fuenmayor


















Teu gosto de delírio, seu corpo de pecado,
seus dentes de loucuras.
Tudo matam-me aos poucos de prazer, de desejo.
Vem e tira minha paz, minha razão.
Devora-me!
Cobre meu corpo da tua saliva,
acolhe meus dedos em tuas entranhas,
aceita meus beijos e minhas palavras.
Solta sua razão, deixe eu lhe direcionar
ao simples prazer de nossas carnes.
Provoca-me, descubra-me, mata-me.
Rasga, morde, desliza, esconde.
Tudo em mim, tudo em você... gozo.

Desejo, é o que resta.

Santo amor.

"Vela meu corpo, pois morri de amor."


Amanda Mason

























Prepara meu corpo para que ele chegue bem aos céus,
arruma meu coração, enfeita com fitas minha mão e
decora toda a sala de mim, do meu caixão.
Fui teu abrigo nas noite frias, fui teu fogo no frio
de tuas pernas, e hoje meu amor, zela por este
corpo que já foi teu.
Acende minhas velas, reza baixinho, morde teus lábios
e choras sem saber o que será de ti sem mim.
Vai ser difícil, mas teremos nossa recompensa.
Você será santa na terra e eu teu intercessor no céu.
O nosso amor não morreu, só decidiu arriscar de longe.

"Morto e esperançoso, ele sabe que ama
e espera o mesmo da tua dona."