Mostrando postagens com marcador Vida.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida.. Mostrar todas as postagens

Ultima mente.

Shaden

Os pés latejam no cansaço,
as mãos calejam na persistência,
os olhos lacrimejam sofrimento.
O coração padece e a prece 
é tão certa quanto o partir.
O caminho é estreito 
e a cantiga de ninar é o deboche do dia.
As pessoas distantes, 
o irmão na vida e eu cá.
O silêncio serra meu ar,
as incertezas regaçam meu coração
e o medo coloca-me por baixo de mim.
É o que chamam de vida,
é o que eu ataco todos os dias
pra não morrer de viver.

Atualmente.

Beata Rydén
Eu que sonhei
e rabisquei 
vontades minhas,
hoje mergulho 
no vão improviso.
Eu que comi
e lambi 
as vontades alheias,
hoje provo 
do veneno
maligno.
Veneno é pouco
pra tanto mal.

Dias.

Gordon
Os dias que são calmos
os considero como divino milagre.
Os dias que são rasos
eu mergulho no mais profundo do ser.
Aos dias vagos
eu preencho
redescubro 
e decoro.
Os dias são tão sãos
quanto meus. 

Seis meses em fim.

 
Crio poesias dentro de mim,
crio e recrio um fim.
Leio poemas destinados
e rasgo a pele na incerteza,
na fraqueza de esquecer.
Quão tola sou!
Inútil é a utilidade desse amor,
inútil é a certeza de que será,
inútil.
Noites secas, boca fria
e ego áspero, escancarado.
O destino gritou por mim
e a poesia fico muda,
calada feito noite de outono.
Destino puxou o pé
e asas cresceram.
Destino chamou,
"o mundo novo esta por vir!",
e amor ficou, desacelerou.
Poeta não compreendeu,
canção não deu razão
e o destino foi verdade,
foi o melhor que pode acontecer
pro nosso amor.
Amanhã asas
e hoje ensaiamos adeus.
Que há de ser se não me caibo em ti?

Vida transbordante.

lars 
 
Pés que têm vontade
e voam voam.
Mãos que têm desejos
e superam superam.
Olhos que têm emoções
e rio rio.
Coração que tem canção
e canta canta.
A vida ganhou caminho,
o caminho ganhou vida.
Hoje eu piso voando,
eu toco desejando,
vejo de emoção e o coração
esse não bate nem apanha,
ele só canta.

De dois, nem um.

 Rosen
 
Dos amores, o fim,
dos males, a dor.
Café ficou pouco, frio
e o açúcar deixou, abandonou.
Cigarro queimou,
matou, apagou.
Eu viciei, presenciei.
Eu desviciei, despresenciei.
Casa ocupou, domou
e depois limpou, esvaziou.
Boca sem riso,
olhos um rio.
Olhos sem beijos,
boca sem desejo.
Viciei e acreditou.
Também preciso ser vicio.

Imersa.

                                                                       Ao som de Gal.
 
Brooke Shaden
 
Num dia de silêncio,
paz brutal me atacou.
Caiu dos olhos as lágrimas,
as lágrimas negras.
Boca seca de tristeza,
mãos tremulas desiludidas.
Num dia de silêncio
o fantasma pegou o pé.
As lágrimas escorreram e
encontrou chão, frio, medo.
Num dia de silêncio
paz brutal não chegou.
Caiu dos olhos as lágrimas,
salgadas e intensas feito mar.
Mãos tremulas de medo,
boca seca de dor.
Paz brutal atacou.
Peito doeu, olhos chorou,
pernas deixaram.
Eu escondi.
Nem sol, nem céu.
Escuro cobriu o corpo e
lágrimas negras inundou alma.
 
São dias frios,
por mais que o sol derreta pele.

Dia de Iemanjá é dia de amor.

 
Em desespero caí nos braços da mãe,
clamei por amor e pedi um pedaço de mim,
o pedaço que faltava.
Reclamei ao mar que por amar eu queria
que estivesse ao lado meu, que amo.
Ele cuspiu de volta e teu amor me laçou, encantou.
Teus pensamentos ligaram-se aos meus
e meus olhos buscavam alcançar a certeza
de que seria amor, é amor.
Primeiro tuas palavras,
depois teu riso de longe e por fim tua voz.
A voz mais doce que alcançou meu amor.
Teu colo, meu colo, nosso carinho.
Teus olhos, meus olhos, nosso encanto.
Tua voz, minha voz, nossa canção.
Tuas mãos, minhas mãos, nosso querer.
Teu riso, meu sorriso, nosso amor.
É tudo tão claro que até ilumina,
é tudo tão (a)mar que até inunda.
Eu pedi pra Iemanjá teu riso, tua presença e
ela deu-me teu amor.
Hoje é nosso dia e amanhã é dia de Iemanjá,
dia do nosso amor.
 
O mais leve, o mais doce, o mais amor.
O amor que eu pedi pra amar, o amor que me escolheu pra ser. 

Voo.

 
Meus braços são curtos,
teu corpo enorme feito mar.
Minhas mãos são pequenas,
tuas mãos árvores que tocam céu.
Meus olhos miúdos,
teu olhar tem mundo.
Meu amor singelo,
teu amor risível, irreal.
Fui um porto seguro,
despejei meu corpo em teu mar.
Fui um amor divino,
transbordei tua vida com amor.
Fui teu silêncio, fui teu canto,
fui teu cantar, eu fui.
É raso ficar, é pouco.
É raro ficar, é pouco querer.
Tudo ficou tão pouco em mim,
ficou raso aqui.
Meu corpo não cabe no teu,
tuas mãos tocam árvores e
eu desejo ar, sou passarinho.

Engano.

 
Tua saudade por mim,
teu amor derramado em colo meu.
Tuas promessas de final feliz,
teu dengo cobrindo meu corpo.
Tua vontade de ser,
teu medo de não ser.
Tua presença real,
teu gosto de gostar de mim.
Enganação.
Tuas palavras vieram,
dominaram meu cachos,
estremeceu pernas e ressecou boca.
Tuas atitudes vieram,
dominaram tuas mentiras,
estremeceu vontade de ser, ressecou amor.
É o fim do final feliz.

Foi, amor.

 
Mais uma vez fui rendida,
exposta a um amor brutal.
Depositei confiança em outros olhos,
criei em mim a perfeição de ser,
mas nunca foi.
Arranquei magoas passadas
e decidi tentar um amor,
mas não foi amor.
Tua ilusão de perfeição soprou
sobre mim, tua ilusão de amor
caiu em meu colo,
mas não foi amor.
Tua pele precisava de outra,
teus olhos precisavam de outros olhos
e assim a confusão nos pegou,
mas não foi amor.
Dores de cabeça por tanto batê-la
contra a realidade.
Dores nos pés por tanto caminhar
 na direção contrária.
Dores na alma por acreditar que
seria amor, mas não foi amor.. foi.
 
                                                        (...) esse amor hoje vai pra nunca mais voltar,
                                   como faz o velho pescador quando sabe que é a vez do mar.." ♫ 

Mesmo lugar, outro olhar.

Coloquei meu amor de forma bunita em ti pra ser bom. 
 
 Josh
 
Nos reencontramos no mesmo lugar, a mesma energia.
Mas dessa vez não foi olhar de amor sobre mim, foi coisa boba que me deu, estremeceu.
Vi teus olhos vagando em outros seios, vi tuas mãos depositadas em outras pernas, não era eu.
Por um instante meus olhos desejaram ser rio, meu dentes desejaram morte de ti e meu pequeno elemento de amor parou de bater no peito. Você me deu fim!
Embriaguei meu ego, destruí meus cacos, traguei saudade e golei de uma vez por todas essa maldita ilusão que eu criei, eu criei.
Fui tão errante quanto você por acreditar que teu dengo era meu. Fui tão tola a ponto de crer que teu ar poderia ficar um bocado aqui, fui boba.
No mesmo lugar em que meu amor foi teu, teu desprezo pregou em mim um fim de tudo.
Desenhei por dias um encanto aqui, uma possível alegria de ser. Acreditei que seria, que era.
Mas deu certo não, moça! 
 
Se queres continuar nesse teu caminho inútil, vá.
Mas não leve meu amor contigo.  

Delicado.

 
Delicadeza é se dar uma nova chance,
delicadeza é aceitar-se de modo confiável,
delicadeza é saber caminhar por entre a razão.
Delicadeza é poder olhar nos olhos teus e
redescobrir a certeza que existe felicidade.
Delicadeza é o modo em que ponho meu amor em ti.

Lamento.

 
Eu lamento cada dia
que perdi ao teu lado.
Lamento cada manhã,
cada dia de sol, cada flor,
por ter perdido meus segundos
com teu "bom dia, amor".
Eu lamento cada olhar,
cada sussurro noturno,
cada prazer alcançado sem motivo algum,
prazer cheio de enganação,
prazer de momentos sem razão.
Eu lamento suas horas de leitura
ao meu lado enquanto eu matava cigarros
ao invés de você.
Lamento o café que eu te preparei,
lamento o sal no arroz,
lamento a sobremesa amarga feito tua boa.
Eu lamento por nunca ter tido a coragem
de lamentar antes de ser lamentada.
Lamento.

Esperançoso.

 
O dia dá a graça do recomeço
e de você só quer esperança.

Peço.

 
 mess
 
Ela estava nos braços,
no colo, no dengo e no amor.
Ela estava na sala fumando um cigarro,
olhando-me curta e dedicando sorriso.
Ela estava ao lado da cama
mordendo os lábios e pedindo-me beijo.
Ela estava agarrada aqui,
espalhando um cheiro de si.
Ela estava.
Hoje a menina tem seu rumo,
levou-se pra distante de mim.
E eu, homem fragilizado de amor,
peço por amor, por Deus que prenda-se a mim,
volte para o meu canto, menina. 

Precioso precisar.

 
Preciso de tuas pernas,
preciso de tuas mãos,
preciso de teus olhos
repousados nos meus, preciso.
Aprecio teu rosto,
teus gostos, teu toque.
Aprecio tua cintura,
tua bunda e o que mais tem, aprecio.
Necessito do teu riso,
necessito de teu amor,
necessito do teu cheiro, necessito.
Compartilhar tua vida na minha,
tornar-te minha vida.

Gagueja.

 
Tão sua
quanto antes.
Tão repousada nesse amor
como nunca fui.
Teus olhos buscam os meus
e encontram a ordem desejada.
Tuas mãos buscam meu caminho
e agarra-me forte sem pretensões.
Suas pernas tremem e eu enlouqueço
num movimento em que elas dançam.
A vida é minha, moça!
Mas é você quem controla
cada emoção (disponível) em mim,
é você quem gagueja amor
ao pé do ouvido meu.

Opostas.

Ao som de Priscilla Ahn.
 
 
Somos opostas,
somos postas à prova
de um possível amor.
Somos opostas,
somos o oposto que procurávamos
em um amor.
Somos opostas,
somos a metade do que faltava
em nós.
Somos, somos duas almas e
cada uma mira pra uma direção exata,
você olha pra lá e eu sinto de cá.
Somos opostas,
arriscamos um amor futuro
mesmo sabendo que pode haver
de não haver amor.
Somos opostas e
te peço que seja aqui.
Somos o que podemos ser,
somos amor, mesmo que um,
mas podemos ser dois
sem uma divisão brutal.
Somos opostas
e eu quero ser a metade do teu contrário.

Sensível sentir.

 
O artista tem a sensibilidade que te faz ver o que você não sente.