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Recorda mainha.

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Eu era menina, mas de vez eu recordo do pirão de mainha, acontecia nos domingos, junto com o futebol dos menino da rua e o samba na porta da casa de Dona Alzira. Eu me entregava pro pirão, arriscava na bola chutando as canela alheia e depois marcava num compasso desconhecido o samba, e ai de quem falasse mal do meu ritmo.
O fim do dia chegava, banho me tomava e mainha preparava a noite pra gente. Eu brincava de cantar com as meninas e depois corria com os meninos. Nos gritos o banho e mainha me pegava outra vez, e na calmaria dos olho dela eu repousava meu dia. 

Recordações bunitas que a vida me deu.

'do fim.


Esse meu suicídio é cometido
para alivio imediato de amor teu.
Esse meu suicídio é sinal claro
de que eu não posso ser o que queres.
Esse meu suicido...
Um dia a mais eu me vejo naquele 
velho balanço, balançando o juízo
e o resto de esperança que sem tem.
Se foi junto com a saudade um 
amor materno que eu acreditava ser real,
mas banal.
Descobri de forma bruta o quanto o amor,
o teu amor,
pode sufocar-me até a morte.
Esse meu suicídio é sinal de fim,
de que cansei de insistir no teu amor
aceitando meus modos de ser,
aceitando-me como vim.

                                                  é o fim.. 

Não, não sou.


Eu sinto muito por não ser sua perfeição,
por ter nascido com esse defeito de amor.
Perdoe-me!
Não posso mudar o que já era pra ser,
não posso esconder o que minha alma pede pra ser.
Sinto muito por não lhe encher de orgulho
tentando ser tua imagem e semelhança.
Perdoe-me por pecar no meu modo de existir.

Carta.

São Paulo, 27 de abril de 1986.

Caríssima mãe. 

Eu decido e estou decidida. 
Não pretendo voltar para casa. Assim que concluir meu curso ficarei aqui e me casarei com o Fernando, entenda de um vez que ele é um bom homem e que me fará muito feliz, me dará filhos e te dará netos. 
Assim que terminar de ler essa carta avise a papai e a Carolina, ela deve esta ansiosa pela minha chegada. Quando puder deixe que ela venha me visitar, o apartamento é apertado, mas eu sei que minha irmã não é espaçosa de mais, há de caber aqui junto comigo. 
Me perdoe por te escrever avisando que não voltarei, perdão. Ano que vem, antes do casamento, prometo ir até aí para ver todos vocês e não tenha duvida de que eu tomarei um café do papai. 

Abraços, Marília. 

Imatura menina.

O modo em que seu quarto ficou responde todo seu valor, nada. 

Brooke Shaden

























Descalça da vida, com fome e sede de amor e sonhos
deparo meu chão longe de mim por minutos que me custaram
desacreditar em todos os laços e abraços familiares e maternos.
Busquei não chorar, mas foi inútil. Olhei tudo, contei meu detalhes
e tu levou coisas minhas, minhas, que um dia foram presentes teu. Miserável!
Mas que bom, aproveita e leva de mim essa tua vontade de fim, de destruir
tudo o que tocas, de machucar as pessoas que mais amam e cuidam de ti, pobre ser.
Aproveita que vai assim, sem maturidade nenhuma, e cresça. Dessa vez admita seus
erros e os use para aprender a não errar mais. Na próxima tenha mais coragem ao partir.
Ontem derramei-me em lágrimas e hoje sigo. Posso morrer de fome, mas é tu quem morre por falta de amor. 

Flores delicadamente mortas a ti.
Nem assim merece ser, covarde.

Farta.

Helen

























Dessa vez nem palavras me salvarão, nem compreensão me falta. 
O que me falta é tolerância, paciência. Não quer viver, não quer crescer?
Deixe ao menos eu fazer isso por mim. Juntou teus cacos aos meus
para que a vida lhe sorrisse, mas não adianta se a coloca distante de ti.
Morra você sozinha por falta de amor, eu que já não o tenho mais luto
para que ele nunca morra em mim, por ti eu nada posso fazer.
Vai, eu vou. Siga e não me persiga. De ensinamentos é feita a vida. 
Ela te abraça e te beija, ela te ensina e te cresce, mas é você quem tem
que dá permissão para que isso e muito mais possa acontecer.

Só eu sei do que sei.
O que me persegue durante dia e noite não é meu. 

A doce e amarga vida.

Vai se rindo de mim, vai se indo...

Leah

















Agora que começo a sentir toda a brisa da alegria a ventania
me resolve surgir e balançar meu corpo e minh'alma.
Logo no momento em que tudo cabia em mim, que a vida
sorria de pouco e mostrava-me as certezas e incertezas de estar.
Mas é, apronte-se a aceitar todos os riscos e rabiscos de ser
quem tu és. E não basta, beba até o último gole e verás o que te espera.
Vou eu, seguindo pela linha imaginária, mostrando o que há e
tentando que seja melhor do que em outras vidas.
Me canso, mas não desisto, não posso desistir e não consigo,
pois sei que é muito mais que isso meu ser, sei que tudo que há aqui 
precisar derrama-se em corações cansados e destruídos por dores
errantes. Não quero que morra comigo, sigo e mostro.
Provo do meu veneno que é a gota de vida em mim.

Sigo...

O amor em troca d'outro.

Sentimento de culpa é osso.

Max

























Maldita a hora que eu entrei em tua vida e lhe trouxe o amor.
Maldito seja meu ar e minha existência ao seu lado, maldito seja!
E eu querendo te amar, te cuidar e mostrar a ti o caminho incerto
e coerente aos meus olhos, que seria doloroso a ti, assim cresceria
de forma brutal e poética como os outros poetas pecadores de si.
E tua mãe morre aos poucos e o amor dela por ti transforma-se,
que maravilha, mas de forma fétida e irreal, o amor começa a ser
pó e o vento carrega, leva tudo o que vê, leva amores maternos
e perversos, pobre de ti agora sem o amor de tua amada mãe.
Sinto-me culpada por isso e alivio pelo fato de ser tu o ser que
eu por um dia do acaso desvirtuei e destruí tua vida de princesa. 
Perdão, não desejava desde o inicio que fosse assim do jeito 
que tinha que ser, da forma com que tudo aconteceu, como 
cresceu esse seu amor por mim e pela nossa morena.
Um dia passa e eu bem sei que passo fora da tua vida.

Chamego.

A saída é amar. Vale muito.

Ana Luísa 

























Meu sopro de vida, tu ensinou-me a viver desde sempre, 
mostrou os caminhos e pediu passagem pra viver.
Voou por entre céus, comeu em tantos pratos, orou 
por tantos tolos, implorou pelo milagre.
Voltou e voltou pra si, em ti.
Encantou o que pode e os outros passaram-se como
poeria levada ao vento. Bobos dos pés da santa.
Esqueça do mal que lhe fizeram, esqueça do mal que
ele faz, ele, a criaturinha indefinitivamente indefinida.
O que lhe passou, o que tu viveu nenhum deles tem dedos
suficientes pra contar, nem cachos pra sonhar.
Agarre teu ser, minha deusa. Pois ele é teu.
Viva em você, viva você.
Continuemos a caminhada.

Li amo, minha deusa divina.
Minha santa de todas a mais minha.
Felicidades!

Flores!

Minha Ju.

Ao som de Nina Becker
Meu tesouro, meu pedacinho de céu.

Juliana





















Lembro-me com alegria n'alma o dia em que lhe vi pela primeira vez, dia mágico, foi onde eu entendi tudo. Tuas mãos tão pequeninas como todo o resto em teu corpo, mas havia algo tão grandioso que não poderia ser mudado nunca, nem por nada, nem por ninguém.
Você provocou alegria em nossas vidas, trouxe a luz de nossa família e nós estávamos encantados (ainda estamos) com tua doce presença.
Das vezes que me aproximei de ti ainda no ventre de tua mãe e tu reconheceu minha presença, como um amor reconhece o outro. Ouviu minha voz e sabia.
Nosso amor, nosso laço, ligação, seja lá o que for, não é daqui dessas terras, vem de outros mundos, outros planos, não é o amor carnal, o nosso vem da alma.
Encanto-me a cada dia por lembrar de toda nossa história nessa vida (na outra eu não me lembro, sinto) e me divirto lembrando dos teus medos de que eu te abandona-se e veja só, meu doce. Eu nunca lhe abandonei, nunca nos abandonamos.
O mundo mudou, as coisas aconteceram a nós duas, passamos por situações iguais e diferentes, mas quem sempre estava cuidando era sempre eu, sempre você.
Nunca encontrei um outro colo como o teu, nunca amei tanto uma menina de luz assim e hoje digo, tenho a certeza disso, que li amo e li cuido.
E em outras vidas estaremos lá, com o nosso amor infinito.

Li amo, minha Ju.
Meus olhinhos transbordam de alegria em lhe ver crescida, minha menina-moça.

Amo mais que amo, porque amar não basta.

Flores!

Deixa-me!

Não é culpa nossa.

以























Foi você quem me pediu pra deixar teu mundo e buscar o meu, fui.
Você quis me afastar de tudo que compõem você e teus erros, eu 
aceitei e finge feliz de que seria a melhor saída, mas não é.
Eu tive que ensinar a ti os passos de passos de vida, em vez de você a mim.
Cuidei de suas dores, mas as minhas não foram curadas por você, na verdade
não foi curada por ninguém, porque ninguém estava lá a pontos e riscos esperando
minha chegada com um colo de amor, mas eu o fiz a ti.
Teu tal egoísmo ou ego de existir, ser superior, não te deixa nem enxergar que eu,
assim como você, sou ser de carne. Mas querer que eu esteja aí, mas não por querer.
Queres a humilhação dos teus (que foram teus), querer que eu me atire em tuas plantas
e implore que me ames, não, eu não sei ser assim.
Me odeias, me xingue, cuspa em meu nome, mate minha existência de ti, mas entenda 
de uma vez, a vida não é o que te passa aí, o ser não foi feito pra sofrer de humilhação.
Já fui tua serva, tua escrava, tua sequestrada, mas hoje não, não mais.
Li amo, como todas as primaveras que se passaram em minha vida, 
com dores e paz. Segue e me deixa viver em mim, assim.

Darei teu tempo até compreender.

Pai, meu pai.

"Faz-se de cego e perde tua essência." 

Alexstoddard

























Os ventos mortais entram em tua casa e ele entende o significado de frio, de solidão.
Tudo o que desejou foi um pouco de paz, afastando toda a família dele. Primeiro sua esposa, a mandou pra tão longe de si que nem sentiu falta, saudade. Depois sua filha mais nova, que revoltada não cabia mais em sua tolerância. Depois um filho, outro e agora a tua menina de olhos teus. 
Vive com essa dona de lugar nenhum, essa mulher que transforma e manipula seus pensares, sua vida. Ele permite, ele aceita, ela gosta. Deixa ela te fazer feliz, se é assim que pensas. 
Mas vai, vai ser feliz, meu pai. Só pra te lembrar que ser feliz não é ser otário.

Li amo e continuo.

Anciã.

Nossa mãe das mães, nossa protetora. 

Chris Goldberg



















Teu sossego e nossas lágrimas estão por vir, prontos pra caírem juntos, unidos.
Da forma mais dolorosa vai nos reunir. Triste pensar assim.
Vai buscar teu céu, vai ter paz e colo d'uma mãe de lá.
Nosso olhos transbordarão, mas eu estarei aqui feliz, eu bem sei.
Você catou, plantou, colheu, arriscou, lutou... a nossa guerreira.
E se não fosse por você minhas palavras nem existiriam, minha alma
nem se faria presente junto a tua e a de outros em nossa volta.
És o dengo da minha vida, minha flor, meu colo aquecido.
Sentirei falta do teu café, dos teus tapas, tuas "loucuras", de tuas birras.
Sentirei saudades de ti. 
Não aceito, mas respeito e eu sei que chegou tua hora, a hora de buscar tua luz interior.
Que cresça alma, que cresça amor. E aos que ficam, sabedoria.

"Eu sei onde isso vai dá, sinto.
Minha vozinha, meu tesouro, LI AMO!"

Distância ou morte.

"Meu pedaço de terra se acaba aos poucos
e de pouco em pouco eu enlouqueço."

Brooke Shaden

























Queria a paz nos braços de minha mãe,
mergulhar profundamente em teu canto,
esconder-me por debaixo de seus cachos.
Quero colo d'um, quero colo d'um outro.
Estou eu, ser, no meio de uma guerra que não
é minha e a conquista muito menos será.
O que essas crianças precisam é de compaixão,
perdão... compreensão.
Ora, quando tu entenderás esse mundo?
Ninguém vem de tão longe pra sentir raiva,
odiar, matar... desiludir.
Isso tudo aqui é muito mais, muito.
Eu bem sei que meu dia vai chegar, e espero.
Mas forçam-me a pular da ponte, a mergulhar
em águas profundas e escuras, querem enlouquecer-me.
Chega!
Não me chamem, deixe que só ela, minha mãe das águas
me leve daqui, de tu, de todos.
Canso... vou acabar buscando meios, ou distância ou morte.
Viverei feliz... preocupada.

Nada me atingiu e eu sei.
Tudo isso porque é puro o coração,
é sublime a alma.

Não suporto mais, meu bem.
Leve-me daqui, lave minh'alma.

Dedicado ao meus,
a minha família-passado.

Boneca Jujuba.

"És a filha que ganhei das mãos
dos homens."  

Renata


















Minha menina,
minha doçura de luz, de mar.
Tu tens em teus olhos meu dengo,
tens em teus braços meu colo.
Preciosa, delicada, fera.
Tu és minha dona moça,
meu sino das cinco,
meu maior brinquedo.
Me deram você de presente
quando eu só tinha seis anos.
Mas ainda hoje és minha boneca,
minha eterna filha, irmã, amiga.

Dedicado à luz de meu jardim, 
minha flor.

Que seja assim!

"Um dia a saudade e a separação virá
de uma só vez novamente."

Amy























E o que era colorido perderá sua cor,
o que era ouro será amarelo,
o que era suor será lágrimas,
o que era amor será penar.
E nossa dança por água abaixo virá,
o vento levará meu corpo para o sul
e o teu para o norte.
E teremos nossas sementes em outras terras,
nossas raízes se enlaçaram em outras.
E os planos serão enganos, e o frio castigo.
Depois tu retornará para cá, eu estarei novamente aqui
e nossos corpos novamente se encontraram.
Seu olhar no meu olhar, suas sementes na minha casa.
Seremos família de outros.

Coisas Pequenas.

"Inconformado por ter
um amor covarde."

- Pai, você amou a mamãe?
- Amei sim.
- Ainda ama?
- Não.
- Por que?
- Conheci sua avó.

Morena mãe.

Das voltas que o mundo deu
fui parar em teus braços, morena.


Luana Almeida


























Tudo que passamos juntas, tudo o que
sofremos e morremos, serviu pra nos unir,
pra tornar o meu amor por ti o mais belo e
encantado de todo sempre.
Antes não tinha tua presença constante em minha vida,
só me restava as tuas dores, tuas raivas.
Mas hoje, hoje eu tenho o teu amor,
a tua luz em mim, as tuas bençãos.
Se faz em mim, nem sei como esconder tanto amor,
prefiro mostrar e provar.
Nos magoaram, fizeram você sangrar, jogaram
meu ar no chão, nos fizeram sofrer... morrer.
Ressuscitamos juntas, unidas e amadas.
Isso tudo prova que esse amor estava
guardadinho esperando o momento certo de crescer.

"Ontem eu sabia, mas hoje não sei
como seria sem você na minha vida, 
minha morena, minha mãe."

Família.

Termina Começa assim.
Primeiro vem a atração, que os humanos chamam
de amor a primeira vista, pura tolice.
Depois os beijos, os laços, as declarações (suspiros).
E se vem o casamento.
Casa, panelas, sofá, geladeira... filhos.
Educa-los! Cuida-los! Alimenta-los!
Fácil seria comprar um cachorro.
Depois as dores de cabeça, as dores nas costas.
Palavrões, ódios, dores... brigas.
Pronto, é o fim.
E depois continua, os filhos se atraem por outras pessoas,
que os humanos chamam de amor a primeira vista.
E termina começa tudo outra vez.

O fim sempre vem, 
mas é só pra chegar o novo.
E que venha logo!