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Delirante amor.


Ela completa meu humor,
retira de mim as dores e 
encharca-me de amor.
Ela é um monstro que todas
as noites espera-me em nosso canto
e canta tão bem, devora ouvidos e mente.
No dia só tem ela aqui,
a tarde tem cheiro e jeito.
Não preciso mais de mar,
nem céu e muito menos árvores.
Ela traz sombra, água de amor
e delírios de estar.
Minha amada, como eu a amo!
Quero ter teu sim, quero ser teu
chão, quero estar em ti.
Deixo que fique e 
permita-me ser eterno ao lado teu.
Isso é amor.

Perverso.


Coitado coisa nenhuma.
Sou homem, sou feito bicho: osso, carne e alma pecado.
Arrisco passos e pratico o que melhor me convém, o que
possivelmente venha trazer prazer, o bom trago de pecado.
Cuspo em todos os santos e faço de migalhas multidões.
Estupro as menininhas e mastigo as mães, devoro!
Odeio pai, arranco cabeças de irmãos e luto contra ditadores
filhos da pátria imunda, reinada pela cabeça animal e brutal.
Sou simplesmente o resto de sua educação, o cabide vazio
de sua vida, os olhos de seu marido traidor.
Sou cúmplice dos assassinatos, sou deus do meu e rezo só
pra ter o que fazer, o que comer.
Devorar é meu dom, devorar mente. A tua mente! 

Suficientemente amor.


Deliciosamente meu.
Degusto parte por parte, sem exercícios,
sem esforços, sem dores e imprevistos.
D'um lado eu, d'um outro um pouco mais
distante, colo sobre o meu, tu.
Louças do jantar e os dedos, manchas
nos copos e sopros em velas, 
dinâmica perfeita do querer.
Passos curtos, passos largos rumo 
ao lugar de nosso céu, degustador.
Correm móveis, treme chão, paredes
gritam e teto cai. Cama vira céu, paraíso
escondido em vida, nosso esconderijo.
Teus olhos, meu sorriso.
Sua boca, minha paciência.
Caídos em nós, por cima, ao lado,
por frente, sem desavenças e perdões.
Beijo teu, teu beijo marca os meus.
Coração suplica amor e o teu implora-me
presença eterna. Estaremos!
Olhos, suspiros, sorrisos de alegria,
laços de amor, delírios inacreditáveis.
Adormecemos em nosso céu e n'outro
dia cantamos o amor, a nossa canção.
Virá a Júlia, o Pedro e depois o João.
Nossos frutos de amor encontrarão 
um céu como o nosso, cheio de seus amores.
E ainda dizem que não há amor por cá,
iludidos ser. Quem disse que precisa morrer 
pra conhecer amor?
Morrer de amor é o suficiente.

Palavrinhas depositadas de forma brutalmente amorosa.

Da traição a descoberta.

Julián Rodriguez Orihuela

























Ela banhou-se, tomou gole de café e soube do ocorrido. Não lhe doeu coração e nem ossos.
- Não lhe peço perdão, não sinhor. Se tua mulher discubriu que tu tá comigo a culpa é mais tua do que minha. Mas veja você? Eu, trabalhando... procurei ninguém não. E dispois se tu veio aqui atrás de fogo, que viesse antes. Tua muler nunca que lhe deu prazer.
- Mas Carmosina, meu amor. Não é assim... como posso me explicar?
- Nem comece a explicar nada, tu deve de explicar pra tua muler e me dexe que hoje a noite vai ser longa e eu preciso de discançar. Ande homem, se pique daqui.
- Oh meu amor, trate seu amado assim não.
- Amado coisa ninhuma. Tu é da tua muler e se tu tá aqui querendo se explicar e cheio dos dedo é causa de que ta com medo do que o povo vai falar quando suber que tu sai de casa pra cair nos braços de muler feito eu. Olhe homi, lhe digo uma coisa... eu num tô aqui pra guentar disaforo de seu ninguém, se tua muler prejudicar meus trabalhos de prazer e a Dona Lurdes me botar pra fora do salão eu juro pelo meu Padre Cícero que eu faço picadinho, mas bem picadinho de tu e de tua muler. Agora se coise e se pique daqui, suma.

Pura má.

Tontonlabel
















Tua pele nua ao mundo e pura para mim.
Rosto pálido e lábios rubros de amor,
de desejos por nossos planos, nossos encontros.
Unhas afiadas do jeito de arranhar céus e
deixar tua assinatura nas costas, nas pernas.
Dentes de desejo por mordidas e boca.
Seios teus, teus seios são meus frutos preferidos.
- Obrigado, amado deus!
Não julgo amor, talvez seja, os delírios, as vontades
de devora-la é maior do que qualquer frio na barriga,
pernas tremulas, boca seca e vontade de amar.
Transformo-me em poeta e escrevo minhas palavras
de gozo por todo teu corpo despido de culpas.
Escrevo-te poemas e a observo por baixo, por cima
ou ao lado de mim. Esteja presente!
Meu corpo arrepia e eu fico desejando a tua pele,
nua ao mundo e pura para mim.

José.

M. Vargas

























A Marcela pegou suas roupas e de forma brutal arrumou cada peça, ao menos tentou arrumar.
Chorava desesperada, me pediu um cigarro e acendeu.
- Eu nunca imaginei que seria assim, dessa... desse jeito.
- Nem eu. (talvez já)
- Nem você o que? Acha que com ela vai ser diferente? É assim que pensa?
Ela tragava o cigarro de um jeito que parecia ser sua unica salvação, como o ultimo copo d'água do planeta. Secou os olhos e espantou todas as lágrimas de decepção. Eu sei, a Marcela esperava o melhor de mim, mas eu não fui capaz.
Às vezes eu acho que o pai tá certo, eu não sei cuidar de mim, quanto mais de um relacionamento. Mas ela não queria saber disso, infelicidade e uma traição com a Paula já foi o suficiente. Ela partiu e eu continuei a vida. 

Guri.

Jim

























Meu menino de pouco me dá orgulho, joga bola de mansinho e tem jeito de homem.
Domingo é dia de feira e ela vai se rindo de enganar os clientes e vender suas tralhas,
seus mimos pra poder dar à mãe o alimento necessário de semana em semana.
O menino do outro lado tenta enfrentar, mas ele não é pra qualquer um não, dá rasteira
se brincar, ponta pé, cascudo e sabe correr bem, bom guri.
Ele vai crescendo e eu espantando dele a vagabundagem, os bandidos de lá da comunidade,
quero meu menino bunito e trabalhador de ser vivo e honesto, é o meu guri.


Chico que me inspira. 

Tarô verdade.

A não entrega mata o desejo alheio.

martian




















Fui em direção a "salinha da vó", como era chamada, para o encontro de dona Menina. A sala cheirava incenso, haviam dois gatos, um em seu colo e o outro deitado em um tapete. Ela me olhou, pediu que eu me sentasse. "O moço percura o que?" Sem pensar respondi que precisava da resposta. Ela fitou meu olhos, pegou as cartas de tarô e pediu que eu escolhesse, escolhi. Talvez eu não tenha escolhido as cartas certas, porque no momento em que eu escolhia pensava no carro estacionado em uma rua tão deserta, e se alguém passasse e roubasse meu carro? Seria trágico. Muito mais do que a cena ridícula que eu causei na minha vida indo ali, na "salinha da vó". "Não.. não." Entre uma palavra e outra eu via em seus dentes pedaços de amendoim, sua língua fazia movimentos estranhos e mostrava-se branca. "Num vai dá certo, aqui eu tô vendo que o moço vai começar um novo relacionamento". Tremi. "Mas tem a distância, num via dá certo." Naquele momento eu imaginei que seria a Marilia, conheci em um congresso, bonita e inteligente. Até marcamos um encontro para o fim de semana, eu até estava contente em sair com alguém, mas pensando bem, não vai dá certo mesmo. Levantei, paguei com cara de satisfação e fui em direção ao meu carro, estava lá. No caminho de casa pensei no que dona Menina falou, cheguei a conclusão de que a distância não é a física, a distância é minha, porque eu ainda amo a Karina. 

Dora.

Antonis

























Eu só precisava ter certeza de que a Dora era a mulher da minha vida. Quando a conheci fiquei fascinado com seu jeito e a forma com que lhe dava com as pessoas, a forma sútil e delicada de conquistar qualquer pessoa de cabeça dura. Ela quebrava opiniões e me deixava boquiaberto, logo fiquei encantado. E ainda nem mencionei sobre seus lábios, talvez rosa, de uma cor que não tem explicação de tão desejada. Suas pernas, cintura, olhos. Os olhos eram mais que encantadores, eles eram os culpados por tamanha discórdia entre homens. Suas mãos me fizeram ir até meu quarto pela força de meu pensamento de pecador, ela nua e eu morrendo aos poucos de prazer. Me valeu esperar toda aquela noite e os dias de nossos encontros pra entender melhor um ao outro. Hoje fico perdido, Dora se foi. E foi necessário, tinha que ser assim. Logo a Raquel me surgiu e me fez ter vontades de viver, mas ela não era a mesma mulher que eu amei, ou talvez ainda amo. A verdade é que desde que Dora arrumou as malas e partiu eu se quer tive a coragem de puxa-la pelo braço e lhe dar um beijo, igual a esses de cinema. Tolice! Tolo sou eu, preferi essa vida ao lado de Raquel por ser tudo mais simples, menos brigas, menos complicações e perdi o amor a minha vida. Agora minha colheita é de tudo que plantei. Nunca mais a vi, sinto saudades. Por onde será que anda a mulher da minha vida?     

Amaldiçoada.

Perfeito pra ti, perfeito.

Ana Luísa

























Mulher da maldade, perversa e sem coração.
Eu lhe entreguei minha vida e meu tesouro maior
para que me amasse e cuidasse de mim e tu tornou
meus dias frio e fez de mim homem sujo e descrente 
de amor, de alegria, de família, revoltou-me até água.
Cuspiu em mim tudo o que havia em ti de outros homens.
Castigou-me com teu chicote de sedução e louco fiquei sem
saber o que beber, sem saber onde estaria meu corpo frio.
Arrancou de mim toda as árvores, levando flores e pássaros.
Perversa foi, perversa és. Morte a ti, maldita!
Mulher que paga pecado matando homens desiludidos.

Café com açúcar.


Brett 

























Juro que te guardo o meu amor,
juro porque jurar cabe a mim e a nós.
Os grãos que formaram-se ao teu lado
são os mesmo que estão a tua torta direita.
Sente-se que preparo teu café, com açúcar que 
é pra não matar por falta de mim, por falta de amor.
Cumpra tuas vontades e arranque de mim toda indiferença
que esta estampado de forma brutal em meu ser de vida.
Cumpra.
Beba, meu amor. Beba do meu café com açúcar que eu lhe 
preparei. Aceite os biscoitos ou a torta, te juro que tudo é delicioso.
De certo nunca tomou café, sempre chá, há tantos chás por aí,
mas o meu café esta aqui e é teu. E todo o resto é o pouco que 
ainda sobra de mim. Resgate minha vida, tome um gole de mim.
Não quero vê-la embriagada, mas apaixonada.
Meu café é com açúcar, é com doses de amor.

Amor, só amor por Maria.

                               Ao som de Jeneci
"Meus olhinhos brilham ao lembrar da tua existência."

Sandy


















Minha Maria, por onde andou todo esse tempo? Foi castigo o que fez comigo. Passei frio e fome, morri junto com a abelha que me picou, cresci com a árvore que plantei com papai e nada de você aparecer. Demorou tanto até o dia que mamãe resolveu me levar ao parque... ah Maria!
De longe eu senti teu cheiro de alfazema, vi suas mãos cheias de areia e no teu rosto um sorriso tomava conta, seus olhos brilhavam mais que as estrelas que já contei. 
-Vai brincar filho!
E eu fui, brincar não, mamãe. Eu fui amar pela primeira vez!
Aproximei minhas mãos da areia que te cercava, ameacei dizer um "olá", mas faltou coragem. Ameacei outra vez e você foi mais depressa, sempre mais que eu.
-Já ouviu falar em dragões? Papai disse que eles sotam fogo pela boca. Assim ó. 
E ela começou a ser o dragão, o meu dragão, o mais lindo de todos os dragões. Começou a correr de um lado para o outro e disse que estava voando, eu ri, cai de amores pela Maria. Logo eu também era um dragão, eu era um dragão azul e ela amarelo.
Passamos toda tarde no encantamento do parque, ou do amor. Já era tarde, precisávamos ir. Rezei para encontra-la novamente, jurei a Deus fazer toda lição de casa se a Maria fosse estudar na minha classe, de nada valeu. No outro dia mamãe me levou novamente ao parque, mas a Maria eu nunca mais vi.
Saudade de você, minha Maria. Apareça!

Do amor, pureza.

"... se eu tivesse a força que você pensa que eu tenho..." ♫

Hartwig



















Tornei-me forte, grande e corajoso. E foi tudo tão intenso que eu me tornei o teu guarda, teu rei, tua proteção. Você com esses teus olhos de mel perdidos em si desabrochou em mim o maior amor que existiu nessa vida.
Sempre fui um moço de família, do campo. Ajudava meu pai na colheita e na plantação, não importava a ordem. Meus dias sempre foram normais, nada de muito novo, até o dia que eu encontrei por entre a plantação a voz de uma moça, o som agudo e perfeito de uma canção de ninar. Ouvi risos e suspiros, eu vi amor. Era ela (era você), na mais perfeita ordem de viver, no mais delicado perfume de flor preenchido em ti.
Caí de amores, todos os dias andava pelas bandas de lá, pra ouvir a canção e sempre ouvia, só não a encontrei em dias frios, parecia ser igual a essas flores que só aparecem em dias bunitos de sol.
Aconteceu o que eu não esperava, ela viu meus olhos por trás das folhas, dos frutos e descobriu meu amor. Hoje somos nós, eu e ela completamos nossa essência de amar.

Do amor se faz canção,
da canção se faz amor.

Dona deusa.

"Delicadamente aproximou-se de mim e devorou-me."

Mirage

















Loba de meus sonhos finalmente devorou minha carne,
finalmente matou minha sede de ti.
Minha pele, tua pele... divina perfeição.
Somos de mesma espécie, somos de mesmo gosto.
Eu, homem de mim mesmo encantei-me com teus 
suspiros e delírios por cima de mim.
Devora-me sempre dona, dona deusa.
Venha outra vez até meu altar pagão.

Ele a mereceu, penso eu.

Que seja assim!

"Um dia a saudade e a separação virá
de uma só vez novamente."

Amy























E o que era colorido perderá sua cor,
o que era ouro será amarelo,
o que era suor será lágrimas,
o que era amor será penar.
E nossa dança por água abaixo virá,
o vento levará meu corpo para o sul
e o teu para o norte.
E teremos nossas sementes em outras terras,
nossas raízes se enlaçaram em outras.
E os planos serão enganos, e o frio castigo.
Depois tu retornará para cá, eu estarei novamente aqui
e nossos corpos novamente se encontraram.
Seu olhar no meu olhar, suas sementes na minha casa.
Seremos família de outros.

Coisas Pequenas.

"Inconformado por ter
um amor covarde."

- Pai, você amou a mamãe?
- Amei sim.
- Ainda ama?
- Não.
- Por que?
- Conheci sua avó.

O cabramacho.

"Matava tudo na base de 
meu chicote."

Sempre fui um moço serio, respeitado
e amado por minha amada, a Marilia.
Ela nunca que havia trocado meu amor,
respirava o mesmo ar que eu, até o dia
em que decidiu viver a vida, vida de ilusão.
Pegou sua saia amarela, amarrou a fita rosa nos
seus cabelos, passou o batom rosa que eu
havia lhe dado, usou o perfume que era de minha mãe,
roubado por mim para que Marilia fosse feliz.
Colocou seu salto e foi em direção a venda de Seu Menino.
Chamou Tião, Miqueias, Jura e o Pedro.
Pediu cachaça, tomou um gole, dois, três...
colo de Tião, braços de Pedro, lábios de Miqueias,
pernas de Mateus, mãos de Jura...
Me doeu até o caroço do meu coração
ver Marília me causar todo aquele mal.
Fui pra casa revoltado, quebrei a louça de minha mãe,
amassei os papéis de meu pai, panhei meu chicote e
voltei na venda pra dá uma surra em Marília.
Ela ia aprender a lição, mulher direita não é assim,
tem que se dar o respeito e se colocar no seu lugar.
Regacei as mangas e olhei nos olhos de Tião.
Quebro tua cara, rasgo as costas de Jura, dou cascudo 
em Miqueias, mato Mateus, regaço os dentes de Pedro.
Largue Marília!
Olhei bem nos olhos de Pedro, ele correu, os outros
foram junto de medo, Miqueias ficou, pediu o cascudo.
A venda ganhou plateia, Seu Menino dono da venda
num saiu de traz do balcão.
Me dê uma cachaça, pra ficar tudo por igual.
Virei a pinga num gosto só e lasquei o chicote nas fuças de
Miqueias, ele veio pra cima de mim, eu dei o cascudo
ameaçado. Ponta pé e sem querer um abraço.
Vem filho do cabrunco. Desgraça eu faço ne tua cara.
Ele baixou a cabeça, panhou o chapéu e se picou.
Eu cabra macho fiquei e tomei mais três dose.
Depois fui em casa e encontrei Marília no sono de cachaça.
Tirei seu salto e cobri seu corpo.
No outro dia Marília tava lá no pé do fogão preparando
a buchada de bode pra mim.
É besta não égua!

Flávio.

"Quem diz que não é bom morrer de amor, nunca amou."




















Ela morreu, junto ao seu corpo se foi a alma de seu marido Flávio.
Ele não saberia mais viver, mexer os dedos, morder os lábios, era ela quem fazia tudo isso por ele.
Ela o fazia cometer loucuras de amor, ela sabia o que agradava suas noites de outono, suas manhãs de primavera.
E de quem seria o perfume mais sublime? E quem iria cantarolar pela casa? Quem mataria-me de amor?
Agora tinha que estar sem ela, tinha que ser assim, tinha que ser cruel.
E alguém perguntou-me se não a queria mais por perto? Alguém ao menos pensou como seria os meus dias?
A sala, o sofá, a TV. Tudo em seu lugar, mas ela não, ela não estava mais.
Bebeu, chorou, soluçou, gritou. Decidiu que tinha que morrer junto dela, mas era tão covarde.
Sua alma já estava morta mesmo, seu pensamento já estava preso ao passado.
Flávio não era mais o mesmo. Ele nunca mais seria ele mesmo sem ela.

Desejos absurdos.

Ela pensa em tudo, arruma a cama, prepara meu café da manhã,
equilibra as pernas na beira da pia, faz minhas torradas e me torra a paciência.

Ele não pensa em nada, esquece o nosso aniversário de casamento,
perde tempo no escritório de casa, não quer pagar a conta da cabeleireira
e torra minha paciência.

Ela conquistou-me com seus cachos absurdos de belos, seu sorriso de menina
e suas pernas de mulher. Usou o vestido azul, depois o tirou.

Ele conquistou-me com sua presença, entrou na sala e iluminou minha alma,
acendeu a chama em meu coração, esquentou meu bem estar.

Ela é minha menina.

Ele é meu homem.

Ela sabe.

Ele diz.

Eu a amo.

Eu o quero sempre por perto.

Eu não gosto de vê o futebol com ela.

Eu adoro ouvir seus elogios.

Eu a quero para mãe de meus filhos.

Eu o quero para o pai de meus filhos.

O nosso amor é real.

Saudade.

Apaguei a luz...
fiquei em silêncio uns trinta segundos e a chamei.
O eco voltou com o gosto mais amargo que já provei.
Parece-me que ela se foi mesmo.
Acendo a luz...
só os livros e eu.