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Recorda mainha.

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Eu era menina, mas de vez eu recordo do pirão de mainha, acontecia nos domingos, junto com o futebol dos menino da rua e o samba na porta da casa de Dona Alzira. Eu me entregava pro pirão, arriscava na bola chutando as canela alheia e depois marcava num compasso desconhecido o samba, e ai de quem falasse mal do meu ritmo.
O fim do dia chegava, banho me tomava e mainha preparava a noite pra gente. Eu brincava de cantar com as meninas e depois corria com os meninos. Nos gritos o banho e mainha me pegava outra vez, e na calmaria dos olho dela eu repousava meu dia. 

Recordações bunitas que a vida me deu.

'da tarde.


Em uma tarde fria descanso meus pés em meias e o cobertor abraça forte meu corpo.
O chá de camomila não abandona meu quarto e o bom livro sempre me faz companhia.
Amo tardes de outono quando o tempo é gentil comigo. 

Volta renova.


O modo de estar agrada.
Paredes rabiscadas de lilás
e amor quase pronto ao agradável.
Orações valem, arrependimentos ficam.
O barco segue e águas tranquilas 
aguardam minha volta ao meu.
Estou e poderia não estar,
mas decidi e sigo firme em meu ser.

                                                                            Viagem... sempre me deixa em mim, feliz!

Suficientemente amor.


Deliciosamente meu.
Degusto parte por parte, sem exercícios,
sem esforços, sem dores e imprevistos.
D'um lado eu, d'um outro um pouco mais
distante, colo sobre o meu, tu.
Louças do jantar e os dedos, manchas
nos copos e sopros em velas, 
dinâmica perfeita do querer.
Passos curtos, passos largos rumo 
ao lugar de nosso céu, degustador.
Correm móveis, treme chão, paredes
gritam e teto cai. Cama vira céu, paraíso
escondido em vida, nosso esconderijo.
Teus olhos, meu sorriso.
Sua boca, minha paciência.
Caídos em nós, por cima, ao lado,
por frente, sem desavenças e perdões.
Beijo teu, teu beijo marca os meus.
Coração suplica amor e o teu implora-me
presença eterna. Estaremos!
Olhos, suspiros, sorrisos de alegria,
laços de amor, delírios inacreditáveis.
Adormecemos em nosso céu e n'outro
dia cantamos o amor, a nossa canção.
Virá a Júlia, o Pedro e depois o João.
Nossos frutos de amor encontrarão 
um céu como o nosso, cheio de seus amores.
E ainda dizem que não há amor por cá,
iludidos ser. Quem disse que precisa morrer 
pra conhecer amor?
Morrer de amor é o suficiente.

Palavrinhas depositadas de forma brutalmente amorosa.

Estação amor.

Rossa

Ontem olhos iluminados e boca cheia.
Puro e simples talvez, abraços e laços.
Repousei de modo agradável e prazeroso
de acordo aos palpites do coração.
E depois? Infarto de amor será inevitável,
e flores irão preencher toda forma de vida
e alegria ao meu redor, ao altar de mim.
O mundo será grande e meu desejo de
viver e ser feliz será maior, bem maior.
Os santos protejam, os deuses cuidem!
É pra ser saudade sem fim, é pra ser tristeza
pouca, distância grande e amor maior ainda.
Que venha sentar-se ao lado meu, cantar e 
contar tamanhas aventuras e sonhos, planos.
Que seja primavera, verão já vem 
e sol sempre me faz bem, faz tão bem.

Pura má.

Tontonlabel
















Tua pele nua ao mundo e pura para mim.
Rosto pálido e lábios rubros de amor,
de desejos por nossos planos, nossos encontros.
Unhas afiadas do jeito de arranhar céus e
deixar tua assinatura nas costas, nas pernas.
Dentes de desejo por mordidas e boca.
Seios teus, teus seios são meus frutos preferidos.
- Obrigado, amado deus!
Não julgo amor, talvez seja, os delírios, as vontades
de devora-la é maior do que qualquer frio na barriga,
pernas tremulas, boca seca e vontade de amar.
Transformo-me em poeta e escrevo minhas palavras
de gozo por todo teu corpo despido de culpas.
Escrevo-te poemas e a observo por baixo, por cima
ou ao lado de mim. Esteja presente!
Meu corpo arrepia e eu fico desejando a tua pele,
nua ao mundo e pura para mim.

Dona de seu.

Ela é mulher da vida, mas não é de ninguém. 

Soleá






















Suas pernas tem a força do pecado, sua pele cor de desejo.
Ela é suprema, é o delírio de bêbados e sãos. 
Comete homicídios com seus olhos, provoca estupros com 
sua boca, sua língua. Mesmo sem movimento de perpassar.
Ela tem a flor em teu colo, tem cheiro de sedução.
Ela é da vida, ela é do mundo, ela é do pecado, 
mas não é de seu ninguém.
Tua dança vive nos movimentos de seu quadril e
teu dengo esta sobre os ombros de um.
Ela, tão somente ela é dona de si, de seu próprio corpo.

Dedicado as donas dessa vida, as musas.

Desejo nosso.

"Teus movimentos raros
excitam minha pele."

Carolina Rodriguez Fuenmayor


















Teu gosto de delírio, seu corpo de pecado,
seus dentes de loucuras.
Tudo matam-me aos poucos de prazer, de desejo.
Vem e tira minha paz, minha razão.
Devora-me!
Cobre meu corpo da tua saliva,
acolhe meus dedos em tuas entranhas,
aceita meus beijos e minhas palavras.
Solta sua razão, deixe eu lhe direcionar
ao simples prazer de nossas carnes.
Provoca-me, descubra-me, mata-me.
Rasga, morde, desliza, esconde.
Tudo em mim, tudo em você... gozo.

Desejo, é o que resta.

Dois.

Suave a tua presença 
e fica a cada manhã.



























Sem querer, querendo ser.
Sem amar, querendo amar.
Sem viver, querendo viver.

E tu colocou-me a pensar em ti e o mesmo fiz em ti,
e começamos a construir nossos castelos, nossos desejos.
Tudo na pureza da alma, tudo em escrita, em dança, em ti.
Sorriso teu deixou-me boba, caída de mim, longe de mim,
perto de ti, caída por ti.
Olha só todas essas cores, são tuas e tu as deu pra mim,
mostrou-me, ajudou-me.
Aquele gosto de pêssego você levou pra longe de mim,
trouxe o teu de alecrim, sim, e por que não?
Cada gente com seu gosto, cada amor com seu sabor.
Posso dizer que és um milagre a tua presença permanente em mim,
nunca suportei tanto amor, e hoje o guardo aqui em mim.
Posso dizer, amo-ti.

Cuida de ti, que cuidará de mim.

Dedicado ao meu amor 
de novembro. 


Voltei!















"Um coqueiro ali.
Um coqueiro lá.
Um caminho de pegadas para o mar."


Fui ali me apaixonar, 
mas já voltei.

Indo.

Vou visitar o sol,
depois de tanta chuva,
de tanta tempestade resolvi ir.
Vou ao mar
lavar minha alma.
Vou, mas volto.

Vou descansar, relaxar. 
De volta só semana que vem. 
Inté!

[Quase]Renovada.













Agora é meu,
esse céu, esse ar.
Tudo puro, limpo,
renovado.
Que a casa seja sempre
nova e eu sempre a mesma.

PS: A foto é a paisagem que vejo hoje. Casa nova sempre é maravilhosa.

Moço das tardes!

Inda te namoro,
inda te amo,
inda te caso, te amasso,
te tenho todos os dias.
Inda te agarro de vez,
inda te mordo e arranco a pele.