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Vida transbordante.

lars 
 
Pés que têm vontade
e voam voam.
Mãos que têm desejos
e superam superam.
Olhos que têm emoções
e rio rio.
Coração que tem canção
e canta canta.
A vida ganhou caminho,
o caminho ganhou vida.
Hoje eu piso voando,
eu toco desejando,
vejo de emoção e o coração
esse não bate nem apanha,
ele só canta.

Opostas.

Ao som de Priscilla Ahn.
 
 
Somos opostas,
somos postas à prova
de um possível amor.
Somos opostas,
somos o oposto que procurávamos
em um amor.
Somos opostas,
somos a metade do que faltava
em nós.
Somos, somos duas almas e
cada uma mira pra uma direção exata,
você olha pra lá e eu sinto de cá.
Somos opostas,
arriscamos um amor futuro
mesmo sabendo que pode haver
de não haver amor.
Somos opostas e
te peço que seja aqui.
Somos o que podemos ser,
somos amor, mesmo que um,
mas podemos ser dois
sem uma divisão brutal.
Somos opostas
e eu quero ser a metade do teu contrário.

Primavera amor.

 Gina

Primavera veio e desabrochou amor aqui.
Primavera veio e deixou o amor em colo meu.
Agora peço que fique, agora peço que seja. 
Teu olhar no meu olhar,
tuas mãos em meus cachos,
teu riso em meu ar,
 tua presença arrebatadora.
Primavera trouxe flor, beleza,
leveza.. elevou!
Que seja feito primavera
desabroche, perfume e me encante.
Cante canção de amor aqui. 

                                                    
                                                              Te quero.

                                                      ".. por amor, por Deus. Prenda-se a mim." ♫

Venha e conte, cante.


Sente-se aqui e conte, fale de você e dos seus pecados assumidos, explícitos.
Conte tudo de uma vez, diga o que fez, diga. Fale o que te deixou tão aflito, tão menino largado. 
Renda-se ao meu colo e caia aqui, tranquilo. Repouse confiança e conte, cante o que te aflige.
Tuas mãos estão distantes, não podem tocar as minhas. Deixe um suspiro de algo aqui que é pra eu tentar salvação para ti, salvar de ti a ti mesmo. Mostre-me tuas mãos e teu pecado, eu posso decora-lo de perdão.
Esteja aqui nesse café da tarde, traga a tua vida e tua presença. Quero-te hoje com verdade.

'do fim.


Esse meu suicídio é cometido
para alivio imediato de amor teu.
Esse meu suicídio é sinal claro
de que eu não posso ser o que queres.
Esse meu suicido...
Um dia a mais eu me vejo naquele 
velho balanço, balançando o juízo
e o resto de esperança que sem tem.
Se foi junto com a saudade um 
amor materno que eu acreditava ser real,
mas banal.
Descobri de forma bruta o quanto o amor,
o teu amor,
pode sufocar-me até a morte.
Esse meu suicídio é sinal de fim,
de que cansei de insistir no teu amor
aceitando meus modos de ser,
aceitando-me como vim.

                                                  é o fim.. 

Casos acasos.


Gostos,
já provei diversos.
Jeitos,
já tive e perdi vários.
Bocas,
já beijei 621.
Dedos,
percorreram lugares de perigo.
Língua,
denunciou desejo.
Pés,
pisotearam desespero.
Mãos,
tocaram prazer.
Olhos,
mortos por falta de verdade.
Eu lhe digo vida.
Foi fácil deitar em tantas camas,
beber em tantas taças,
difícil é desprender-se dessa vida.

Querer, meu querer.


Um sonho que não cabe 
em minhas mãos, em dedos.
Não se comporta em estar e 
não se conforma em ainda não ser.
O desejo de deixar palavra voar,
a coragem de deixa-la ir rumo mundo
sem precisar que eu esteja lá.
Assim a alma percorre mundos,
destrói e constrói universos.
Deixa inteligência e ideias,
mata o mal e transforma...
traz sabedoria.
Que as palavras que saem daqui 
sejam portas sem limites,
sejam pássaros cantarolando conhecimento,
seja monstro derrubando árvores de orgulhos
e plantando sementes de curiosidade.
Que seja real e imortal,
que sejam palavras minhas e tuas.

Presente teu.


Ponha tuas mãos sobre meu pecado,
mastigue minhas orelhas e cuspa segredos.
Deslize teu céu da boca em caráter meu 
e toque boca com palavrões.
Sinta o gole quente e retire daqui os erros
que preencheram, que ocuparam teu espaço.
Volte a minha caixa secreta e deposite teus
medos, minta para mim antes que eu morra.
Toque em fios de cabelos como cordões de
violas sagradas, toque pelos e provoque.
Dedique mordidas em pescoço,  
cumpra promessas aos passos.
Dê espaço e liberdade ao ser que há e
deixe que sinta teus olhos distantes
para morrer de saudades. 
Seja o presente e devore todo o passado,
para que o futuro seja surpresa eterna.
Presença tua no cangote meu. 

Queria.


Queria um gole do teu sorriso,
queria cair em teus braços e
torna-los refugio certo.
Queria sentir teus olhos sobre mim,
queria castigar minhas orações em ti.
Queria teu cheiro impregnado,
queria tuas pernas tremulas por mim.
Queria lágrimas distantes,
queria ouvidos atentos.
Queria boca suave e branda,
queria o mar de teus cachos.
Queria teus pés pisoteando os meus,
queria o calor de tua presença.
Apenas queria que estivesse. 

Delirante amor.


Ela completa meu humor,
retira de mim as dores e 
encharca-me de amor.
Ela é um monstro que todas
as noites espera-me em nosso canto
e canta tão bem, devora ouvidos e mente.
No dia só tem ela aqui,
a tarde tem cheiro e jeito.
Não preciso mais de mar,
nem céu e muito menos árvores.
Ela traz sombra, água de amor
e delírios de estar.
Minha amada, como eu a amo!
Quero ter teu sim, quero ser teu
chão, quero estar em ti.
Deixo que fique e 
permita-me ser eterno ao lado teu.
Isso é amor.

Cisco.


Azeda. Completamente azeda.
Cheia de meus azedumes estou,
e contemplo a graça de ser assim.
De não eu viro sim, de tudo eu quero
pouco. Apenas gotinhas de mim.
Reajo na multidão e dou beliscos,
ponta pé, socos e gritos. Desperto-me!
Engulo ao extremo, no seco, o talo, o todo.
Restante de tudo é amargo, restante é fim,
restante deixa assim... azeda.
Prefiro ao doce, doce mata de doce.
Queimada, resulta de espera, resulta.
O porto foi todo meu (azedo) por horas,
dias, meses, anos... tempo. 
Chegou e partiu, só dias... tempo pouco.
Saudade fim, tristeza sim, amor aqui.

Há de ser.

                                                                                               Ao som de Milton Nascimento.


Minha poesia cabe na palma da tua mão,
suficientemente delicado e apropriado. 
Perdão! É que meu amor cabe de forma
brutal e inconsciente, instala-se em peito teu.
E o ar que percorre vida minha, hoje busca 
delicadamente teus gostos, gestos e olhares.
Depois eu reclamo por falta de tempo, 
mas quando houver seu riso há o suficiente.
Brisa de teus cachos, alegria em tuas mãos,
delicadeza em estar, felicidade em ter amor.
E reclamo mais e mais por pouco tempo, 
por falta de tempo. Ele é cruel, esse tal tempo.
Enquanto você não chega eu calo e guardo 
tempo, pra ser o suficiente, o necessário.
Saudades de você, meu amor. 
Faça o favor de aparecer logo d'uma vez. 

Meu sombrio.


Please!
Toquem fogo na cabeça dela.
Aproxime seu corpo junto aos porcos
e cuspam, cuspam em todo seu corpo.
Destruam membros, matem sonhos e
pisoteiem a cabeça, as mãos, a língua.
Criatura infame!
Arranque dedos e lhe diga meu nome
para que ela nunca mais esqueça o que fez.
Que tenha medo, pavor, horror da minha
voz e mantenha-se distante, a margem do fim.
Arranque fio por fio de amor, embrulhe estômago,
mastigue o fígado, massacre a alma.
Deixe-a sem unhas, sem pés, sem dentes,
sem dengo, sem vida, sem ar.
E de pouco, aos poucos deixe que ela morra
só, pra não ter culpa alguma nossa. 
Ela deve morrer por ela, mas meus sacrifícios
de esquarteja-la ajuda a matar de uma vez,
a tira-la da minha frente, do meu jardim, da minha vida.
Morra de vez, dona moça! Mate-me de sua vida!
Esqueça meu céu e continue a embriagar o mesmo moço,
o de outrora, aquele de lá que torou-se dó para mim.
Morram! 


09:06h, lugar de magoa.
Deixe-me aqui, na paz.
Que sua língua e teu desamor morram junto a ti.
Arrependo-me por um dia deixar você fazer parte de meu jardim, de minha vida.

Ela é má, mas só agora eu descobri. Precisou ferir-me!

Divina errante.

Minha flores não são tuas... nunca!


Beleza tua, beleza suja.
Escorre mentira pelos dedos,
derrama-se em opostos do eu.
Cabelos delicados por falta de verdade,
unhas curtas e dentes felinos.
Teu veneno mata a ti aos poucos e de
pouco vejo tuas gotas indo-se ao chão,
indo em direção ao pecado imoral daquele
teu moço, o moço de outrora.
Prova teu veneno!
A culpa não é tua, as consequências
voltam-se em ti e deslumbra toda tua
paciência de viver... tenta viver.
Arrepende-se por tão muito que fez
e cria a certeza de que teu reinado acabou,
teu amor maior se foi, o teu próprio amor.
Perdeu espaço, confiança e segurança de ser.
Esquarteja-se e mostre-se humana, 
a tua verdadeira face oculta por tuas mentiras. 

Veneno! 
Desejo os teu verbos rimados 
obscuramente em ti. 
Morram!

Favor, amor!

Octubre

Próxima vida quero ser teu tudo.
Teu céu, sol e mar. Quero ser o que há de ser feliz.
Que você ponha-me em teus braços e acolha amor meu,
e seja sempre assim, de volta em volta amor.

Venha!

Da fragilidade obsessiva.

Obsessão é o que você deseja, algo ou alguém, e dependendo do grau pode ser perigoso pra si.
Arriscado mesmo é morrer com a boca desfalecida de vontade, sabendo que a morena passa e lhe acaba o juízo. 

Andrea Kaiser

E mais uma vez ele desejou seu corpo despido e em chamas de desejo, mas se estiver fria não faz mal algum, o sexo pra ele é bom em todas as ocasiões, corpos frios ou quentes matam seus desejos.
Pediu com delicadeza e negou-se a dar o que ele necessitava, a obsessão dele talvez não fosse pelo sexo e sim por você. Provou do veneno que nunca desejou e partiu o desejo de oral dele. 
Custava nada abaixar-se e humilhar o teu sexo diante do dele, ele pediu delicadamente. 
Ouviu? De-li-ca-da-men-te. 
Você foi cruel, ele educado. A culpa é sua por estar morta e marcada pelo sexo do homem que desejou, não você, mas a vontade insaciável do seu sexo frio ou quente, não importa. 

Pura má.

Tontonlabel
















Tua pele nua ao mundo e pura para mim.
Rosto pálido e lábios rubros de amor,
de desejos por nossos planos, nossos encontros.
Unhas afiadas do jeito de arranhar céus e
deixar tua assinatura nas costas, nas pernas.
Dentes de desejo por mordidas e boca.
Seios teus, teus seios são meus frutos preferidos.
- Obrigado, amado deus!
Não julgo amor, talvez seja, os delírios, as vontades
de devora-la é maior do que qualquer frio na barriga,
pernas tremulas, boca seca e vontade de amar.
Transformo-me em poeta e escrevo minhas palavras
de gozo por todo teu corpo despido de culpas.
Escrevo-te poemas e a observo por baixo, por cima
ou ao lado de mim. Esteja presente!
Meu corpo arrepia e eu fico desejando a tua pele,
nua ao mundo e pura para mim.

Finalmente... descanso.

:: quero dias de sol, quero dias de mar. quero (a)mar.

Stachi


Deitar meu corpo sobre a paz das areis,
mergulhar minhas mãos e desejos no mar.
Regar-se de mim, fugir dos ventos, correr
atrás dos pássaros, matar a fome e cede.
Dormir serena nos braços de minha mãe 
e dignamente ter meu descanso merecido.
Vou passear em mim, me cuidar, me descrever
e depois trago meus tragos pra vocês lerem.
É que decidi ter tempo pra mim, sonhar o que
meus cachos pedem... férias.
Vou ali deitar em paz, buscar minhas forças,
renovar minha luz e voltar mais eu.
Morram de saudades, mas não morram por mim.
Já me basta o Cristo.

Deixo Flores, as minhas delicadas Flores!
Amo vocês!