Dona Ferina.


Se cala diante da boca imunda, 
da vida que aflige a alma,
da normalidade brutal socialmente 
implantada na tua mente, mente.
Eu prefiro morte!
Numa outra vida de sorte quero
corpo e alma em outro lugar,
outro céu azul, outro mar, 
uma outra raça digna de ser raça.
Humanos desumanizados.
Homens covardes, mulheres tolas.
Crianças infelizes, famintas.
Eu rogo, eu condeno a ti que cala-se
diante de tanta imundice humana, 
tanta covardia. 

"... e viva a sociedade ferina."


                                                                :: poucas palavras diante do que há.
                                                                            tanta gente e tão pouco amor.

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