Memória vaga.


O tempo passou e a caixa (a tua caixa) continua intacta, do mesmo modo em que deixou.
Já fiz promessa de guardar a caixa em um museu, já disse que encomendaria uma missa em tua memória.
Mas hoje eu decidi ser amarga e esquecer de vez, não exatamente de vez, aos poucos. 
É que se for brutalmente assim acabo ficando igualzinha a você, na memória de alguém.

Um comentário:

Patricia Thomaz disse...

bonito e verdadeiro.A dor te faz bem, mesmo que machuque e sangre. Amanhã quando as lágrimas acabarem só sobraram os sorrisos doces que a vida não te roubou. Criou.