Flávio.

"Quem diz que não é bom morrer de amor, nunca amou."




















Ela morreu, junto ao seu corpo se foi a alma de seu marido Flávio.
Ele não saberia mais viver, mexer os dedos, morder os lábios, era ela quem fazia tudo isso por ele.
Ela o fazia cometer loucuras de amor, ela sabia o que agradava suas noites de outono, suas manhãs de primavera.
E de quem seria o perfume mais sublime? E quem iria cantarolar pela casa? Quem mataria-me de amor?
Agora tinha que estar sem ela, tinha que ser assim, tinha que ser cruel.
E alguém perguntou-me se não a queria mais por perto? Alguém ao menos pensou como seria os meus dias?
A sala, o sofá, a TV. Tudo em seu lugar, mas ela não, ela não estava mais.
Bebeu, chorou, soluçou, gritou. Decidiu que tinha que morrer junto dela, mas era tão covarde.
Sua alma já estava morta mesmo, seu pensamento já estava preso ao passado.
Flávio não era mais o mesmo. Ele nunca mais seria ele mesmo sem ela.

4 comentários:

Patricia s2 disse...

O amor verdadeiro só acontece uma vez na vida. É puro e verdadeiro, eu acredito nisso.Adorei o texto. bjs bjs bjs

Fran Bitencourt. disse...

Forte e atormentador.
Colocar-se no lugar desse homem não me faz muito bem. rs


Um beijo na alma, bela.

Natália Rocha disse...

Nossa. Como deve ser doído perder alguém que se ama assim.


Beeijo*

Fernand's disse...

sempre fica algo de novo em nós depois de alguém...


bjsmeus